Linguágil

Este blog é fruto das inter(ações) realizadas na disciplina Língua Portuguesa, no curso de Comunicação Social da UNIME, com o propósito de fomentar a leitura, a produção textual e ainda realizar uma incursão no mundo das linguagem(ns) e dos gêneros textuais. Vamos 'tecer coletivamente' este blog?!!! Convite feito!!! Bem-vind@s!!!!

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Quem somos nós? Somos aprendizes. Estamos todos na universidade para aprender, uns com os outr@s. Os alun@s aprendem com seus professores, os professores que aprendem com seus alunos. Viemos todos com o mesmo objetivo: captar os ensinamentos que são oferecidos. Assim, utilizando o que cada um acha que é de seu interesse, com os seus diferentes ritmos , estamos sempre descobrindo, lendo pesquisando. Ao mesmo tempo em que somos um grupo, somos único, singular, um só; ser individual. Queremos como educandos passar para vocês o que aprendemos, temos esse objetivo. Quando chegamos ao curso de Comunicação éramos todos estranhos uma para o outro; abrimos as ‘nossas portas’ e hoje somos uma família. Família de Comunicação Social, veja só que interessante! Somos estudantes, somos trabalhadores(as), somos criadores, somos sonhadores, somos produtores, somos telespectadores, somos autores, somos pais, somos filhos, somos homens, somos mulheres, somos negros, somos brancos, somos emissores, somos receptores, somos um grande mosaico, com nossos diferentes modos de ser. Somos um conjunto de informações e realizações, somos a comunicAção.

domingo, 22 de novembro de 2009

Memorial de Luciane Cruz .


MELHORES LEMBRANÇAS DE LEITURA DA MINHA VIDA

Luciane Cruz
Ainda lembro-me da aula, da Professora de Língua Portuguesa Ana Lúcia, perguntado aos alunos quantos livros líamos por semana ou por mês, e comprar um livro? Quantos na sala faziam isso? Confesso: fiquei tentando relembrar a última vez que li um livro e de repente, me dei conta de que no auge dos meus 34 anos, lembrei-me de alguns poucos livros lidos com afinco e interesse em seu conteúdo e principalmente, os poucos que terminei.
Foi quando a professora pediu aos alunos que escrevessem o seu memorial de leitura e aí pensei no quão bom seria poder relembrar meu início de leitura, desde minha infância, onde os livros eram raros para mim, quando o máximo que tinha em minha casa era uma bíblia, e um livro de catecismo. Ainda me lembro que para ler, tinha que pegar emprestado livros de coleguinhas da escola onde fiz minha alfabetização. Lá em minha querida cidade natal “Ourolândia”, onde nas aulas com a professora que me desculpe, não recordo o nome, mas do que ela me dizia: “Menina, estuda, leia tudo que você puder, pois, tudo que lemos fica na lembrança e um dia vamos usar.”. Pois é... Sempre lembramos mesmo.

Comecei a ler de tudo; li muitos livretos, geralmente o que mais lia, eram as “literaturas de cordel”, bem acessíveis na minha época e idade. “Meu pai também escrevia muitos “causos” e poesias alegres e tristes, estórias e casos da região. Ainda sei cantar uma, como o “O causo das três irmãs que o poço engoliu” que ele sempre tocava em seu violão às 22 h quando apagavam a energia do nosso povoado. Eu ficava maravilhada com as estórias, e lia dezenas destes livretos. Os cadernos onde meu pai escrevia, estes, eu lia todos os dias.

Quando minha família veio morar em Salvador, comecei a ler revistinhas em quadrinhos, a maioria emprestada, entrando então em um mundo infantil de personagens que povoavam minha imaginação. Foi quando descobri os livros da coleção Vaga-Lume através de amigas da minha idade. Eu viajava nas aventuras destes livros, das palavras ora complicadas ora simples, pois a leitura fazia-se entender, cada livro com seu diálogo e seu tema. Para citar os meus preferidos: “Éramos seis”, “Perigos no Mar”, “Deus me livre”, “O escaravelho do diabo”, “A turma da rua quinze”, “O feijão e o sonho”, “O outro lado da ilha”, “Um cadáver houve rádio”, e “Açúcar amargo”, não li mais porque na época não encontrava quem tivesse para me emprestar.

No ginásio, algo mágico aconteceu quando o governo distribuiu um livro chamado “Almanaque”, lá tinha tanta informação, sobre fauna, flora, cultura, história do Brasil, hinos brasileiros, literatura, eram tantos os assuntos, e eu? Ficava deslumbrada com o conteúdo.

Mas, o auge da minha viagem pela leitura ainda estava por vir, quando aos 15 anos, sofri um acidente de carro, e ao chegar à minha casa após uma semana no hospital, dentre as muitas visitas que recebi, uma foi muito especial, era Lulusa, na época responsável pelo grupo jovem da igreja que eu freqüentava. Lembro-me que ela entrou no quarto com uma sacola grande cheia de livros, e me disse: trouxe-te umas companhias nestes dias que se seguirão à sua recuperação. Deguste bastante. Para minha surpresa, a sacola tinha exatamente 19 livros com assuntos diversos, biografias, livros de auto-ajuda, mas tinham 03 livros que até hoje trago em minha memória, “O vinho novo é melhor” de Robert Thomas, “A Quarta Dimensão” de David (Poul) Yongg Cho, e o principal que hoje é meu livro de cabeceira: uma Bíblia. Nossa! Estes livros fizeram parte dos meus dias de recuperação, e nos longos quatro meses que se seguiram, onde nem levantar a cabeça eu podia, só tinha duas coisas a fazer: ouvir música e ler livros! De repente estava conhecendo palavras novas, diferentes, novos vocábulos, verbos, linguagens e palavras bíblicas de uso religiosos que hoje me soam tão familiares. Minha experiência na leitura se deu neste encontro, em conhecer novas palavras, buscar seus significados, saber suas origens, a variação da linguagem, como na bíblia, onde temos vários livros diferentes uns dos outros, mas que dialogam entre si, onde temos o livro de Marcos que busca sua referência no livro de Isaías do Antigo Testamento, dentre outros ou quase todos. Lá encontramos os livros históricos, os proféticos, os poéticos, as de narrativa, as biografias, e o tão famoso livro de provérbios com sua linguagem, de não raras vezes, de difícil interpretação e compreensão, mas em sua majestosa riqueza de palavras. Sem deixar de falar do livro de Salmos, que em toda a sua sabedoria, seu autor expressa de forma exeqüível e suprema, as maravilhosas obras de seu Deus em seus 150 capítulos! Citando o livro de Jó, onde conta a sua saga e sua lealdade na crença a Deus diante das adversidades, o qual de forma tão fidelíssima foi reconhecido e merecedor da compaixão e misericórdia de Deus diante de sua fé.

Para mim, a Bíblia é sem dúvida, o livro completo. O qual busco até hoje, respostas para seguir no dia a dia. Sigo buscando outros conhecimentos, mas meu fundamento e minha filosofia de vida estão completos com a leitura diária desta maravilhosa coleção.

A prática da leitura é de uma importância tão grande em nossa formação, pois dela vem o conhecimento. Após minha recuperação, acostumada a ler e já no ensino médio, procurava sempre dar um “jeitinho” após as aulas de ir à biblioteca Monteiro Lobato, que ficava perto do colégio onde estudava. Lá eu me deliciava com os livros de histórias do autor, às vezes perdia a ‘hora” do ônibus. Eu lia de tudo lá, revistas, jornais, dicionários, lia aqueles livros enormes, fazia minhas pesquisas, eu gostava de ficar lá.

Hoje procuro ler outros conteúdos mais a bíblia; e outros livros de conteúdos diversos, alguns mais aprofundados. Gosto de ler biografias nacionais, ainda leio a coleção Vaga-Lume, leio jornais, embalagens, folhetos, li o livro “O Quatrilho”, quase terminei o livro “A arte da Guerra”, dentre outros ainda melhores que estão na fila da minha lista.

De uma coisa, eu sei, a aula da professora, que nos aconselha a enriquecer nosso vocabulário, me despertou para buscar novos conhecimentos, e voltar a ler ativamente como antes, para enriquecer ainda mais a “minha história de leitura”.

Luciane Pereira da Silva Cruz de Santana.

Salvador, 26 de setembro de 2009.

Postado por Kelly Cristina e Marcelo Pitombo . Editado Por Lucianne Cruz.

1 Comentários:

Blogger * CAMINHO DA BUSCA disse...

Oi Amiga! Não podia deixar de postar um comentário, concordo que a Bíblia é o livro mais completo do Mundo, até os mais estudiosos precisaram da Bíblia como uma fonte de inspiração. Dando uma interpretação própria, errada ou não, precisaram de referências bíblicas para construírem suas histórias, afinal ela fala sobre todas as áreas da nossa vida.
Amiga, você é atenciosa e muito inteligente, bem sei que são os frutos de alguém que dedica parte de sua vida a uma boa leitura.
Te amo!

28 de novembro de 2009 às 19:38  

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