Linguágil

Este blog é fruto das inter(ações) realizadas na disciplina Língua Portuguesa, no curso de Comunicação Social da UNIME, com o propósito de fomentar a leitura, a produção textual e ainda realizar uma incursão no mundo das linguagem(ns) e dos gêneros textuais. Vamos 'tecer coletivamente' este blog?!!! Convite feito!!! Bem-vind@s!!!!

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Quem somos nós? Somos aprendizes. Estamos todos na universidade para aprender, uns com os outr@s. Os alun@s aprendem com seus professores, os professores que aprendem com seus alunos. Viemos todos com o mesmo objetivo: captar os ensinamentos que são oferecidos. Assim, utilizando o que cada um acha que é de seu interesse, com os seus diferentes ritmos , estamos sempre descobrindo, lendo pesquisando. Ao mesmo tempo em que somos um grupo, somos único, singular, um só; ser individual. Queremos como educandos passar para vocês o que aprendemos, temos esse objetivo. Quando chegamos ao curso de Comunicação éramos todos estranhos uma para o outro; abrimos as ‘nossas portas’ e hoje somos uma família. Família de Comunicação Social, veja só que interessante! Somos estudantes, somos trabalhadores(as), somos criadores, somos sonhadores, somos produtores, somos telespectadores, somos autores, somos pais, somos filhos, somos homens, somos mulheres, somos negros, somos brancos, somos emissores, somos receptores, somos um grande mosaico, com nossos diferentes modos de ser. Somos um conjunto de informações e realizações, somos a comunicAção.

domingo, 22 de novembro de 2009

Memorial de Paulo Lisboa .


Introdução


Uma emoção sem tamanho eu senti quando comecei a escrever o meu memorial de leitura. Não foi fácil mergulhar no passado e organizar as palavras. Me perguntei como poderia relatar tantas coisas, lembrar delas, mas, enfim, fui nesta viagem tentando, buscando cada registro a partir da minha infância. Comecei a "juntar" e aqui está um resumo desta simples trajetória de leitura. Simples, mas que foi muito "legal" tudo o que me aconteceu.


- Memorial de Leitura


José Paulo Lisboa de Almeida


“Doce lembrança”


Uma doce lembrança da minha infância no primário, vez em quando vem à cabeça e me faz entender o início de tudo, o meu gosto pela comunicação.

Nesta época a professora passava como lição de casa, algumas páginas para lermos e na próxima aula fazermos discussão. Sempre era de costume a professora solicitar um voluntário para fazer a leitura, de pé e em voz alta. Logo que isso acontecia, de imediato eu nem deixava a professora completar o pedido e já me oferecia para ler. Eu não tinha dificuldades em ler na sala, porque sempre lia o livro todo em casa, não só as páginas que ela recomendava.

Ao passar do tempo, li também como todos da minha idade, na época do primário, gibis, revistas “Cruzeiro, Manchete” que o meu pai comprava e alguns livros que ele comentava ter estudado. O meu pai tinha um amigo que era vendedor de livros e sempre o convencia a comprar coleções e passava para eu ler, eu e minha irmã. Nestas coleções continham muitas informações sobre OSPB, Educação Moral e Cívica, Geografia, histórias, Literatura e uma coleção completa sobre a segunda guerra mundial. O meu primeiro contato com a literatura. A partir daí, nasceu em mim à curiosidade e interesse por aumentar os conhecimentos gerais. Certo dia, um amigo que estudava comigo na mesma sala do colégio, me apresentou o livrinho “Coleções”. Achei muito interessante, porque nele continha uma série de informações que com o tempo facilitava os 'bate-papos' com os amigos. Através do livrinho “Coleções” comecei a conhecer as bancas de revistas, lá eu pude conhecer outras opções de leitura. Fui assinante da revista “Isto é” por alguns anos e leitor da revista “veja”.

Meu primeiro contato com a biblioteca foi na época do ginásio, quando pesquisava sobre os assuntos que os professores passavam.

No início eu não tinha muita paciência em ler livros de literatura, mas li alguns por indicações de alguns professores. A minha leitura ia se desenvolvendo na medida em que eu precisava de conhecimentos para concursos e para 'bate-papos' com os amigos, pois achava muito chato numa roda de amigos ver todos falarem e não poder participar por não ter assunto.

Comecei então a participar de um grupo de jovens da igreja católica, clube de biologia, clube de serviços como o “Interact club” onde era preciso, ler sempre revistas, jornais, e principalmente a bíblia, para na reunião participar da discussão. Era preciso continuar lendo cada vez mais, para não ficar para trás. Através do grupo de jovens da igreja católica nossa senhora das graças que eu participava, a comunidade local se reuniu para discutir sobre a realização do tríduo de comemoração da padroeira, tradicionalmente conhecido como quermesse. Barracas com comidas típicas, pequeno parque de diversão, leilões de animais e aves, etc. Nasceu à ideia de utilizarmos o som da igreja, colocamos as caixas na porta de entrada e improvisamos um sistema de radiodifusão. Um amigo como sonoplasta selecionava as músicas e eu lia recadinhos de amor, falava das promoções e da programação da festa, era o maior sucesso.

Recordo com saudade, as vezes que eu sintonizava o rádio gravador Philips que o meu pai tinha para ouvir as rádios Globo do Rio, Nacional de Brasília, Tupi de São Paulo e Sociedade de Salvador. Nesta época eu morava na cidade de Arapiraca interior de Alagoas. Eu tinha16 anos, quando foi inaugurada a primeira rádio da cidade, “Novo Nordeste Am”, que ainda hoje lidera a audiência não só na cidade como também quase todo o interior do estado onde ela tem alcance. Ouvindo os locutores recitando poemas, lendo cartas dos ouvintes, leituras de crônicas, manchetes de jornais,noticiários e comerciais das lojas, prendia minha atenção de tal forma, que produzia em mim um enorme desejo de trabalhar em rádio. O desejo era tão forte que eu, alguns anos depois consegui uma pequena participação nesta emissora através de um amigo locutor. Ele fazia o programa à noite e minha parte era falar a hora certa e ler alguns textos.

Em Lauro de Freitas, moro desde 1984. Vim para trabalhar numa empresa de carro de som. Três anos depois, fui trabalhar em um serviço de radiodifusão recém inaugurado. Uma grande escola de locução que me levou a grandes descobertas e a conhecer pessoas que me ensinaram a ver o mundo de uma outra forma. Comecei nesta época a fazer apresentação de festivais, comícios, shows, desfiles de beleza e de moda, feiras, inaugurações da prefeitura local, gravações de spot, etc., não parei mais.

Essa experiência foi muito importante para a minha formação profissional, pois despertou em mim a consciência de que é preciso ter uma trajetória de leitura, praticar constantemente para permanecer atuando no mercado. Hoje, sou radialista profissional na função de locutor, apresentador, animador, registrado na DRT-BA, e atuo também como mestre de cerimônia.
Portanto, hoje eu percebo a importância de incentivar a criançada em seu primeiro contato com as letras e com os livros, a fim de que possam se interessar pela leitura e realizar as suas descobertas. Como aconteceu comigo, nesta ação, o apoio dos familiares foi fundamental, pois fortaleceu para sempre a minha participação no mundo do conhecimento.

Postado por Kelly Cristina e Marcelo Pitombo .

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